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18.6.08

E lá vem mais "Aventuras do Teatro Vocacional"...

Há duas semanas atrás, trocamos os exercícios de corpo, criação, concentração, atenção, e tudo mais que exercita-se no teatro, para vermos alguns filmes, aliás, seriam alguns se eu não houvesse esquecido o controle do DVD, portanto só pudemos assistir a um filme: O Baile - filme francês de 1983 do cineasta italiano Ettore Scola. O filme conta parte da história da França, da década de 30 aos anos 80, a partir de personagens reunidos em um salão de dança. Através das recordações das pessoas, da música, da mímica e da dança, traça um panorama da evolução do país, da ocupação nazista ao surgimento do rock’n'roll. Pouco a pouco, o imenso salão vazio vai sendo ocupado por pessoas tão diferentes quanto inusitadas.

Além de não ter o controle, a televisão está bem velha, o que deixou a fotografia do filme ser preta e branca com faixas coloridas, enfim, horrível, pelo que dizem a fotografia é ótima, mas eu não tive a opotunidade de ver dessa vez pra opinar.

Eu gostei, mas gostaria ver melhor em casa, mas não encontrarei fácil assim. Essa coisa de linguagem corporal é muito interessante e se for pensar a gente faz isso o tempo todo irracionalmente, deixamos claro o que pensamos, o que queremos e um pouco da nossa personalidades com expressões e gestos.
Trechos do filme:
1ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=NgVIkli_QlE
2ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=5tw2jft6e14&NR=1
3ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=IyAk31ECv74
[o final não uparam ¬¬]

Então como proposta, nosso artista orientador pediu que levássemos personagens do nosso dia-a-dia, que fossem, literalmente, figuras. O resultado foi um encontro com muitos seres corriqueiros porém enigmáticos, como por exemplo: putas, patricinhas, dançarinas de axé, "manos", marginais, hippies, mendigos, e por aí vai. Isso terá relação com a nossa proposta de "cenário", que é cidade grande, tipo São Paulo. Agora, o que isso tem relação com Beijo No Asfalto? Sabemos mais ou menos, mas tudo se interligará direitinho até o trabalho final.

2.6.08

A história de um Creep/Loser.

Em novembro passado, Patrick Moberg, um pacato morador de New York, mostrou um perfeito exemplo de creepisse(termo derivado da música Creep do Radiohead, do cd Pablo honey) ; ou de como ser loser, tu que escolhe.
Era um dia normal em que Patrick voltava pra casa, viajando pela linha 05 do metrô nova iorquino.Normal, até que ela viu a guria dos seus sonhos, a pessoa mais perfeita...enfim, apaixonou (o que se assemelha totalmente a música 'You are beautiful" do James Blunt")

Daí eu te pergunto, o que ele deveria ter feito?

a) Deveria ter chegado nela
b) Deveria ter chegado nela
c) Deveria ter chegado nela
d) Deveria ter chegado nela
e) Deveria ter chegado nela

Bem, obviamente ele não chegou nela. Mesmo diante da possibilidade de nunca mais ver a guria, Patrick nem se moveu.Ficou ali, contemplando a sua garota perfeita ir embora.Não tinha motivo pra se desesperar, claro que não!Ele tinha econtrado ela por acaso no metrô, e acasos podem acontecer sempre.Foi ai que Patrick teve uma ideia

O que Patrick fez?

a) Não tentou se aproximar
b) Não tentou se aproximar
c) Não tentou se aproximar
d) todas as alternativas anteriores
e)Não tentou e pronto

É, você acertou.Evidentemente oras! Se aproximar assim na hora, sem ter se preparado nem nada, é de fato bastante arriscado.Sabem então o que ele fez? Fez um Website( http://www.nygirlofmydreams.com/) com um desenho da garota dos seus sonhos ilustrando as roupas, acessórios e os detalhes da viagem de metrô.Com o mesmo acaso que ele a encontrou, ela muito bem podia encontrar o site na web.
se liga no desenho
O mais incrível é como Patrick é cagão.Ele encontrou sim seu amor.Um amigo dela viu o site e mostrou pra moça, que confirmou que vestia exatamente a roupa descrita naquele horário. eles se encontraram e tudo, mas ao que indica(na minha opinião) não rolou nada, já que ele postou no site que não revelaria o final da história

Se todo mundo fosse cagão assim, existiriam menos bandas de rock.Pra uma história creep, o final até que foi feliz

Achou bonitinho, então é um creep tambem! http://br.geocities.com/rthibes/teoria.htm

29.5.08

Fui ao inferno e voltei.

Hoje, quinta-feira, fui ao assistir à peça: O Auto da Barca do Inferno. 1º porque amo Teatro, 2º porque pretendo fazê-la na escola, e quanto mais se vê, lê ou pesquisa, mais referência se tem e 3º porque o preço era popular. Fila pra pegar o ingresso, e fila pra pegar um bom lugar na platéia, eu e Larissa desistimos de ficar na fila do bom lugar e fomos ver uma banda meio punk que estava tocando por lá: Tenente Clown, bandinha legal de São Paulo, um vocalista engraçadinho e músicas com refrões repetitivos, foi bacaninha. Voltamos pra fila, já bem maior que dá última vez, e lá ficamos. Na sala do espetáculo pegamos péssimos lugares e nem dava pra ver nada, então, muito folgadas, fomos sentar no chão lá na frente. A peça é muito legal, são poucos atores que se revezam em muitos personagens, sem falar nas piadinhas sobre a atualidade. E simplismente o figurino do Diabo era muito incrível, nem dá pra descrever muito, olhando a foto dá pra ter uma ideia, os pés dele eram patas, imagina como é colocar aquilo, e ele ficava muito alto.
Agora a melhor parte: Eles sempre ficam fazendo brincadeirinhas com a platéia de um lado enquanto outros personagens estão falando do outro, o Diabo por sua vez, ficava nos cantando, mostrando sua linguinha básica, e fazendo gestos de "depois, hein". Nós levamos na brincadeira e tal, aí no final ele vai e nos chama pra ir pro inferno com ele. Levantamos e entramos na barca, e ficamos vendo a peça e participando do cenário. Sim, eu fui pro inferno, e depois a gente ainda foi lá na frente de mãos dadas com o Diabo agradecer como se fossemos do grupo.


Pra quem quiser ver a peça, ainda está em cartaz no Centro Cultural São Paulo - Espaço Cênico Ademar Guerra, até o dia 18 de julho.
Quinta e sexta, às 21h
Nós pagamos nos ingressos apenas R$2,00 porque as vezes eles fazem essas promoções, mas para os demais dias são R$15,00 - estudante paga meia entrada - (a bilheteria abre com duas horas de antecedência - 200 lugares).

28.5.08

O Beijo No Asfalto.


Este ano o Teatro Vocacional tem como tema: Dramaturgias. Dramaturgia é contar algo em ações. Mas como estamos falando sobre Dramaturgias (sim, no plural) trata-se de várias formas de dramaturgia, já experimentamos de dança, palavras, música, imagens, montagens, etc. para tentar contar algo e criar dramaturgias. Uma das coisas que fizemos foi a leitura de uma peça de Nelson Rodrigues, dramaturgo conhecido no Brasil, tendo muitas obras adaptadas para novelas e lembrado por tocar em assuntos delicados para a época.

Lemos a obra: O Beijo No Asfalto, de 1960. Onde tudo gira em torno de um embaraçoso ato de misericórdia (um beijo na boca dado a um homem por outro homem na hora de sua morte) e suas repercussões na sociedade. Um repórter sensacionalista e um delegado corrupto fazem do ato um escândalo social, abalando a reputação do homem (Arandir), que atendeu o pedido do moribundo, e de sua família, levando a uma exarcebação dos sentimentos que conduz a um trágico e surpreendente desfecho.


Particularmente, não concordo com muitos posicionamentos moralistas que Nelson explícita em suas obras, mas nesta obra tem pontos muito bons, como, mostrar uma imprensa sensacionalista como ela é, os surpreendentes acontecimentos, o desfecho inimaginável e também por falar sobre sexualidade num tempo onde era, com certeza, muito delicado tocar no assunto.


(Pra quem não conhece este site: é só esperar uns segungos que aparecerá "Download File" no centro da página, abra ou salva o arquivo e pronto)

27.5.08

O Pássaro do Poente

Eu faço Teatro Vocacional há, mais ou menos, 2 anos da Casa de Cultura da Penha, no período da tarde. Desde sempre conheço o grupo que faz à noite, mais maduros e dedicados: Atormentados. Que continuam se apresentando com a peça O Pássaro do Poente.
O Pássaro do Poente é uma lenda japonesa que conta a história de um homem pobre que recebe a visita de uma estranha, que quer ser sua mulher. Um belo pano por ela tecido, vendido na cidade, torna o homem rico o suficiente para viver feliz. Aos poucos, ele aprende a amar aquela estranha criatura e, encantado com a possibilidade de ser mais rico e poderoso, pede que ela faça um novo tecido. Ela cumpre o seu desejo, mas as consequências desta decisão mudam os rumos da história.
Eu que já vi muitas vezes, recomendo. O figurino e a maquiagem são feitos por eles mesmos e muito bem feitos, mais do que ensaiados. E já tiveram a oportunidade de se apresentar na Virada Cultura 2008.


Espetáculo: O Pássaro do Poente
Grupo: Atormentados.
Local: Largo do Rosário, 20 - Teatro Martins Pena - Penha.
Data: 28-05-08- Quarta-feira.
Horário: 19:00hs.
Entrada franca

26.5.08

Não há erros. Esta é a lei.

Bem,
Eu sou o vulto intitulado Yuri Jones, ou só Jones, pouco importa.
eu vou ajudar a tocar essa joça, falando sobre cultura pop. aliás, ajudar nada, pois eu que mando nessa parada mermão.

Pra começar vou falar sobre uma peça baseada no livro que ando lendo, "O Processo", de Franz Kafka.
O livro foi escrito em 1914, mas sua história não se desgastou. Eu havia lido recentemente "A Metamorfose", Também do Kafka, achei bom e talz, daí me interessei por este outro titulo.
Na história, Josef K. é um funcionário de banco que acorda e vê sua rotina alterada. Na manhã de seu aniversário de trinta anos, o senhor K. acaba tendo uma puta surpresa:Dois guardas o esperam do lado de fora de seu quarto. Josef K. está processado e detido.Daí em diante Josef se vê no meio de um processo judicial no qual nem sabe o motivo.Além da parte óbvia, devo lembrar que Kafka sempre embute na história vários simbolismos.


Quem vive Josef K. é Tuca Andrada. Outros nove atores se revezam vivendo outros cinquenta personagens. A peça tá em cartaz no Rio até 27 de julho, no TEATRO MAISON DE FRANCE. Avenida Presidente Antonio Carlos 58, Centro (2544-2533). Qui a sáb, às 21h. Dom, às 19h. R$ 40 (qui e sex) e R$ 50 (sáb e dom). 14 anos. 120 min. http://teatromaisondefrance.com.br/

Quem puder prestigiar o teatro, ou se interessar pelo livro...bem, fica a dica.