11.7.10

A Volta da Chata

O Jaguar uma vez já me expulsou. Pra quem não lembra eu estava aqui quando ele começou, mas não sei como, quando logova não havia mais Jaguar...e com a minha vida corrida eu nem podia fazer questão de voltar. Mas agora estou de volta (ao menos nas férias) pra tentar colaborar com o blog!

Pra começar, minha vida está bem diferente, agora estou na faculdade, e com a faculdade, veio o grupo de teatro de lá. E com isso, vieram as reuniões/festas do grupo, e como sempre, meu "modo de vida" é diferente do de todo mundo. Sempre tem muita bebida alcoólica nessas festas, e eu não bebo, mas não falo nada, fico na minha com a garrafa d'água presa à minha mão.Confesso que até hoje isso era mais natural porque eu não convivia com pessoas bebendo, mas quando todo mundo começa a beber e tu diz que não bebe, é até estranho, porque até então, todos ainda estão sóbrios e beber parece que não gera maiores efeitos. Isso passa rápido, logo que todos começam a ficar estranhos: falam alto, ficam sonolentos, beijam quem tiver pela frente e o pior vomitam e dão vexame.

Vendo meu amigo num estado bem degradante sentado na sala, todo vomitado, dando trabalho pra todo mundo e quase em coma alcoólico, eu tive certeza de que eu não preciso disso. Okay, quem sabe beber não merece ler isso, mas de qualquer forma, é assim que me sinto bem. O chato disso é não ter com quem compartilhar essa ideia. Há alguns dias, um amigo escreveu numa rede social exatamente o que eu senti, ele também começou a ir em festas, e também não bebe, seu relato falava em "NÃO DEIXAR DE SER EU", e realmente, é isso. O que me entristece, é que esse mesmo cara não fala mais comigo, tive muito o impulso de puxar assunto com ele sobre isso, mas eu iria ficar triste com a reação dele que não seria boa. Imagino que sinto o que todas as pessoas sentem quando resolvem se atrelar à alguma ideologia, fazem isso porque não têm com quem compartilhar aquilo que acham melhor pra elas mesmas. A ideologia é um ponto de encontro de pessoas mais semelhantes.

No caso de não beber, a ideologia disponível é a Straight Edge: modo de vida associado a música Punk/Hardcore que defende a total abstinência em relação ao tabaco, ao álcool e as drogas ilícitas.

Opa, além de não beber ainda tem Hardcore incluído, perfeito! Vou tatuar um X na mão e ser feliz. Não! Não consigo me apegar à ideologias. Há sempre aquele ar de "essa é a verdade absoluta", quem bebe é otário e não deveria existir. E não gosto muito disso. Bebe quem quiser (mas não me encha o saco) e eu também tenho o direito de não querer. Quando me perguntam se sou straight edge dá até uma vontade de dizer que sim, só pra ficar claro meu "modo de vida" e não ter que responder zilhas de perguntas. Mas respondo que não, até porque geram o dobro de perguntas e porque não me sinto associada ao movimento nem nada. Apenas concordo com a forma de lidar com certos aspectos.

É isso, mais um dos aspectos insuportáveis da minha personalidade, já que sou "Los Hemanos" demais pro mundo.

10.7.10

Ao menos não comprei a camisa assinada...


Pois é, entrei duas vezes em campo com o time do Flamengo. Adivinhe quem eu escolhi para me introduzir à torcida mais bonita do Brasil? Exatamente. Bruno.
Corri ao lado de um jogador que chegou a ganhar R$200.000.000 por mês -uau, quase me perdi nos 0s-! E agora, na cadeia? Direito a regalias com os presos? Ganhar de vez em quando uma geladinha de nível menor que a tomada após o assassinato de Eliza Samudio?
Antes do ocorrido, em sua infância, não tinha literalmente R$ 0,99 para o ônibus -agora foi mais tranquilo de ajustar os números!-. O que leva então uma pessoa que saiu do nada e conheceu tudo, a fazer algo assim? O velho discurso dado após ser pego fazendo besteira? "Estou voltando às minhas raízes"? Assim você envergonha suas origens!
Tal como para as pessoas que cresceram com o goleiro e viam nele um exemplo de vida, o fanatismo prevalece, mas agora de maneira oposta. Quantos garotos tinham em Bruno, um grande ídolo e fonte de inspiração?
Nem os maiores fãs acreditam mais na veracidade de seu caráter. Se em sua entrevista após o assassinato foi dito "peço a Deus para que Eliza esteja bem" -falsamente-, Bruno, eu realmente torço para que você seja perdoado por Ele. Porque pelo seu caráter, possivelmente você não vê nem motivo para refletir sobre. Ainda deve achar que foi injustiçado.
Parabéns. Você perdeu um fã.

6.7.10

Valeu, Uruguai!

Vocês vingaram a seleção brasileira. Não, não estou louco e sei que a celeste perdeu. Porém, vimos o que queriamos, um jogo bonito e acima de tudo, a característica garra sul-americana.
Se a Brahma estiver de olho, perdemos o patrocínio!

4.7.10

Nada de canarinhos ou beijoqueiros

Ambos estão fora das semi. Fim do regime militar no Brasil e do Barney -o dinossauro roxo- na Argentina. De que adianta convocar uma equipe completamente unida, se falta um craque? Para que serve um time de ‘reis da bola’ superestimados, se não há companheirismo? A resposta está na prática. E dos dois um: ou a Alemanha é muito superior à Holanda ou o comandante brasileiro errou menos que o maestro argentino, sendo a união mais importante que a habilidade-ainda que ambos sejam necessários-

 
Os grandes times do cenário mundial se tornaram aqueles cujo técnico é equilibrado e o grupo é bem unido. O que importa é o conjunto. Se grandes nomes ganhassem jogo, a Coréia do Norte seria a grande campeã.

3.6.10

Another Love Song.

Você é tão impossível
Grita e geme, acalma minha alma
Não quero ouvir que você ficou pra trás
Todas aquelas vezes que ficou acordada e chorando
Não é mentira
Você fez isto para si mesma
Como chiclete mascado debaixo de minha mesa
Não pareça surpresa
Aposto que sabia o tempo todo

É apenas mais uma canção de amor
Mais uma canção de amor

Nunca é fácil
Não é difícil
Quando você perdeu sua cabeça
Com você é sórdido
Não me diga seus tormentos
Estou doente, a deixarei cega
Agora a hora chegou
De deixar esse amor que a deixou esgotada
Não precisa resolver isso agora
Porque sabe que não há motivo pelo qual

É apenas mais uma canção de amor
Mais uma canção de amor

Eu nunca disse que duraria para sempre
Você não pode segurar este garoto por muito tempo, querida
Quando você ler minha carta
Baby, terei ido embora

Você é apenas mais uma canção de amor
Mais uma canção de amor

Não clique

8.5.10

Boladão.

Acho futebol divertido, só não super valorizo.Percentualmente, prefiro mais carnaval do que futebol. Ai, vem aquele "nossa, futebol é a alienação do povo".Cara, que é..ah, é sim, mas não é o futebol em si.Perdi minha linha de pensamento e não quero discutir isso.
É foda juntar a galera pra ver um jogo que seja, fazer aqueles comentários aleatórios sobre a partida, mas....só isso.Futebol é legal como uma zoar, e nada mais.Não acho que seu time defina você, ou seja visceral ao ponto de te deixar depre.Se eu irrito quem eu amo, eu fico chateado; se os Strokes acabarem, vou ficar triste; se o Vasco for rebaixado de novo, eu vou tentar procurar alguma coisa pra comer.Simplesmente, não consigo me abater por futebol.Ganhou, oba.Alias, a única funcionalidade social do futebol é fazer piada com alguém porque o time perdeu e consequentemente ser zoado.Por isso que dizem que é coisa de menino.
A parada é que falta menos de um mes pra Copa, então já sabe como é o esquema: geral naquele pique de torcer de reclamar de escalação.Claro, ainda tem a melhor parte faltar os compromissos, afinal é Copa do Mundo, o Brasil é penta e é nois....isso já é um bom motivo pra não fazer nada.
Continuando os merchans, eu aviso aos desavisados que já estou postando também no blog da Megazine e, aproveitando o tema do post, chamo quem tiver afim pra minha liga no Carola.

Salve a Seleção

15.4.10

Vivas, Vaias, Palmas.


Essa vida carioca, cada vez mais difícil.Se não é derrota, é chuva que vem e quase leva a cidade junto.Poderia entrar em vários questionamentos, mas que não são muito efetivos enquanto existir um ciclo de pessoas que não avaliam seus votos e depois pedem que um politico seja um deus.Políticos cometem erros e é muito mais fácil falar que "fulano é um politico ladão".
Houve negligência, houve politicagem...mas também choveu pra cacete.Culpemos também o ciclo hídrico.
Naquela segunda feira eu acabei desistindo de ir pra faculdade, acabei me dando bem.Acho que todo mundo que tava na rua acabou tendo uma historia de como fugiu das onipresentes enchentes.E mais, quase todo mundo filmou pra comprovar.Nessa acabei sem historia: a chuva castigando, sem aula, sem trabalho e minha única aventura vou ver a trilogia do Poderoso Chefão deitado na cama.
Mas, depois da tempestade vem a.......

Estava uma semana que eu tava comentando com algumas pessoas sobre o lance de escrever abertamente, sobre como eu faço.As vezes tenho um mar de criatividade, as vezes passo um tempão com preguiça de registrar qualquer coisa...o próprio Jaguar sofre com isso.
Ai, no meio disso eu participei do concurso pra integrar o Conselho Jovem da Megazine, o suplemento voltado para adolescentes do jornal carioca O Globo.Por ter um lance de votação e por ter tanta gente competente, achei que era mais pelo lance de tentar.Daí, no meio do temporal, fui chamado pra dinâmica de grupo.Mal sabia eu que no meio de uma aula de sociologia, eu iria receber um telefonema do Alessandro, me informando que eu era um dos seis integrantes do Conselho.
Não bastasse isso, ainda recebi um telefonema desavisado pra dizer que eu estava aprovado pra UERJ.Dois novidades, dois baques que aconteceram sem perceber e no mesmo dia.
Então, fica o aviso que, por quatro meses, eu vou publicar alguma conteúdo nas edições emanais da Megazine, e posteriormente no blog do suplemento (mas dai, fiquem tranquilo crianças, eu os avisarei !).
Não era tudo que eu planejava....mas obrigado!

21.3.10

Ensaiando sobre o vazio.

Numa dessas noites de não querer dormir, com a chuva ameaçando lá fora, cedi o prazer de assistir o grande vencedor do Oscar 2010: Guerra ao Terror.Muito merecido, por sinal.
Desde que ouvi o titulo no fim do ano, "Hurt Locker", me senti instigado.Armário da Dor é um nome que te dá uma proporção grande.Me remete diretamente a dor acumulada, fechada com tranca; dor engolida, engasgada.Porém, titulo nacional, um pouco dessa amplitude se perde.Guerra ao Terror soa como um filme de guerra no Iraque, com sangue, explosões e terroristas de AK.Até tem isso, mas não do jeito que se pensa.
O filme acompanha os últimos dias de ação de um grupo de especialistas em bombas.O trabalho em equipe entra em conflito com a entrada do Sargento James, que encara seu trabalho como um escape prós seus problemas.Desarmar bombas pra ele é divertido.No decorrer da sua ânsia por adrenalina, James se perde em si mesmo.
A certo ponto, a pergunta que os militares se fazem é "o que estou fazendo".Está é uma pergunta que também ecoa na minha cabeça.Além de uma representação do drama militar no oriente, o filme pode ser levado pra questão existencial, onde o "porque faço" pode ser respondido pelo cruel "não sei fazer outra coisa".
A camera de documentario as vezes ataca pra deixar o filme com um que de realidade.De certa forma, a subida da consciência dos personagens já cumpre esse papel.Com a cena do homem-bomba, você acaba percebendo que seja um soldado ou um civil triste em casa, você é empurrado a admitir: Não posso fazer nada
E a bomba explode.

24.2.10

Direto da Sapucaí.

Odeio essa coisa de "po, não pensava que você gostava disso".A Internet e seus indies blases.
Gosto de muito de rock alternativo, filmes alternativos, mas paralelo a isso, adoro carnaval.Sempre é tradição assistir os desfiles na tv e torcer pelas escolas locais.Se para quem pode o ano começa depois do carnaval, é porque existe um simbolismo nesses quatro dias onde se destitui de compromissos.Antes de levantar os tópicos sobre carnaval=alienação, acho que essa festa permite uma libertação, seja como você preferir.Tem gente que descasa, tem gente que bebe até vomitar, eu gosto das escolas de samba. Tava entalado, mas, agora é nosso! Tijuca é campeã do Carnaval 2010.
Desde que Paulo Barros entrou pra azul e amarelo da zona norte.Na década que passou, o carnavalesco esteve a frente de algumas escolas, mas foi na Tijuca que ele ganhou notoriedade.Paulo trouxe para o carnaval novas possibilidades, inserindo teatro e suas famosas alegorias vivas.Desde então, o maior espetaculo da terra nunca mais foi o mesmo.As inovações da Tijuca naquele 2004 hoje são acompanhadas por quase todas escolas.
Foram anos de tentativas, algumas batidas na trave,mas com o enredo "É Segredo" a Unidos da Tijuca se sagrou campeã, merecidissima, com um paulo Barros elevado ao posto de monstro sagrado da Sapucai.fico muito feliz de ver uma pequena escola, uma escola que sempre torci ganhar um titulo nesse espetaculo de proporções mundiais.Se naquele 2004 o destaque era o "Carro do DNA", dessa vez quem estampou manchetes e foi pra tv foi a "Comissão de frente mágica".
Sem perceber, nesse carnaval acabei no palco do espetaculo.Na segunda de carnaval, lá estava eu e meu bem no Carnaval."Ao vivo é outra coisa"... e é mesmo, amor.Naquele dia, a melhor escola foi a Grande Rio, com seus lindos carros.
O Rio de Janeiro as vezes é legal.

29.1.10

Holden & Eu (Adeus Salinger, ou coisa que valha).

Ele solidificou parte do que sou e parte do que pretendo ser.Pra muitas pessoas que conheço, parece tolice por um peso desse em um livro.Não é minha única fonte, não faço a ele um culto cego."Apanhador no campo de centeio" é simplesmente o livro que mais me realizou em todos estes anos.Me realizou, me chocou, me abriu os olhos, e sobretudo, me afagou dizendo "Não tenha medo.Erre duas, três..vinte vezes.Tente, e se perder, chore.Só idiotas não admitem suas falhas, por medo de serem alvo de piadas.Deixe que se achem alguma merda mais importante.A maior coisa que você pode fazer, é ser você mesmo, sempre".O que J.D. Salinger escreveu nos anos cinquenta se incrustou firme nos meus miolos.Estou entrando no palco da vida praticamente agora.Jerome David Salinger morreu de causas naturais nesta quarta, 27 de janeiro de 2010.
Holden tropeçou na minha vida por um acaso.Um dos melhores acasos nesses 18 anos.Procurando algo na biblioteca, parei no topo da prateleira de romances norte americanos.Apanhador no campo de centeio me soava algo meio serial killer, mas fiz uma alusão mais rápida.Na capa, uma luva e uma luva de baseball.Obviamente era esse tipo de apanhador.
Quem realmente me incentivou a ler foi Fabio Altro, pois sua opinião muito pesa pra mim.Eu virei amigo de Holden.Por três semanas, eu lia Holden no curso, na escola, em casa e no ónibus.Holden me fazia rir e me sentir ridículo.Um amigo.
Holden era herói pra varias pessoas, vim a saber.
Quando me debrucei pra saber, Apanhador no campo de centeio era um dos livros mais influentes do século.Uma literatura rápida e inteligente.Os palavrões, girias e atitudes do garoto rebelde de 17 anos não soam forçados.Holden é simplesmente natural.Erra, sente ódio, tem libido, fica triste, erra, erra, tenta e erra.Holden é um garoto americano dos anos 50, voltando pra casa e refletindo sobre como o mundo e sujo e como ele é um covarde.Pois covarde todos somos.Alguns fingem que não, esses são covardes ridículos.



Salinger por sua vez se fechou depois que criou Holden.Não quis se jogar na midia, por mais aclamado que fosse seu livro.Nunca gostou de entrevistas, nunca vendeu os direitos do seu livro pra nada.Como ele disse, a historia é aquela, se você quer mais, leia de novo e de novo.Eu li, e gostaria de agradecer a Salinger por seu trabalho.Olhando agora, eu também me sinto as vezes como Holden.
Apanhador no campo de centeio não me fez sentir melhor que ninguém, mas me fez sentir pareo pra qualquer um.

20.1.10

O Haiti não é aqui.

Eu realmente pensei em nomear esse post com "Reze pelo Haiti", mas sei lá, parece muito simples.Além do mais, sempre achei o Caetano com um timbre meio sarcástico nessa frase.Soa um tanto como "o melhor que você pode fazer por aqueles pobres desgraçados é rezar".Eu tenho trauma em admitir esse tipo de verdade.
Acho que a calamidade todo mundo já sabe, literalmente.Terça feira 12, um terremoto catastrofico destruiu o Haiti.O país de maioria negra já era o mais pobre das Américas, foi ainda mais reduzido.Depois de governos corruptos, ditaduras e perseguições; um tremor de terra vem levar a baixo parte do que ajudas humanitárias estavam tentando levantar.
As imagens divulgadas são de dar tristeza em qualquer um que realmente dá importância.Pessoas se esgueirando em meio a entulho, pilhas de corpos...não quero por nada aqui pra não parecer sensacionalista.As imagens e informações estão aqui, se quiser.
Dando continuidade ao seu trabalho em conjunto com a ONU, o Brasil continua enviando ajuda militar.Vários pelotões com médicos, remédios, bombeiros e militares indo pra ajudar, o que me faz até sentir reflexivo sobre o que eu faço realmente sobre meu país, uma vez que não quero servir.
Sobre isso que no meu entendimento fala a musica de Caetano que está sendo resgatada nesse momento de dor: O que você faz pelo Brasil.Ouvi a musica pela primeira vez faz uns dois, três anos numa aula e me parecia intrigante como, apesar do nome, a musica fala sobre problemas locais.A musica, um rap de Caetano e Gil, parece brincar com um comentário sobre a turbulência do nosso país."Vai ajudar o Haiti pra que? Aqui também tem trafico, tem gente morrendo de fome também".Isso pra mim fica concreto no refrão, que pra alguns parece bobo "O Haiti é aqui/O Haiti não é aqui".Aqui também é um pais de "quase todos pretos" e pobres.

São muitas similariedades, mas algumas diferenças gritantes.Enquanto o Haiti é o mais pobre da América, já o Brasil vem despontando como potencia.Saindo do âmbito de se é digno ou não o país enviar suas tropas, a musica julga o nosso nacionalismo.Depois de descrever uma cena de negros sendo espancados por uma herança escravocrata, a letra joga varias situações em que deixamos passar impune aqui mesmo, pra depois nos reclamarmos de "aqui ser igual o Haiti".
Algo dirigido pras mesmas pessoas que acham bonito fazer pose de revolucionario e dizer "todos políticos, tomem no cu", mas não dariam seu sangue pra mudar a alguma coisa.
Se você pode, ajude o Brasil, aqui ainda não é o Haiti, tem chance.Se você acha que não tem vocação pra Che Guevara, viva sua vida sem prejudicar ninguém, ao menos.
Se pode ajudar o haiti, procure alguma forma.Existe muita necessidade.
Se lembrar, também reze, seja pedindo, seja agradecendo.

15.1.10

Acho que está na hora de voltar, porque aqui é o meu lugar.Alguns dias passaram e algumas coisas aconteceram, eu que estive muito mole pra escrever alguma coisa.Mole, com sono e chateado.Sem querer tenho esses momentos de amazed.
Reveillon é aquele lance, "os fogos em Copa".É eu fui, e toda aquela gente de branco também.A partir de Botafogo já dava pra ver os grupos se deslocando.Quanto mais perto, mais gente e mais aglutinada era a multidão.Com tudo fechado e uma massa harmonicamente trajando branco, me senti num filme de infestações de zumbi.
Ainda na capital carioca, faz muito calor.Muito mesmo.Choveu amenizou, dá até pra encher uma caneca de café e por mais um rock maldito pra tocar, daqueles que eu amo.
Talvez volte aquele calor derretedor.Provável.
No mais, felicidade pra todo mundo que quiser.É um novo ano, talvez seja tempo de tentar consertar ou aparar o que ficou errado.
Obrigado se você vem aqui, ou se não vem também, sei lá.Vou levando aqui e se eu tiver mais paciência eu escrevo mais.Depois, é claro.
Vou curtindo novas bandas, velhos filmes, textos perdidos.Feliz 2010 e boa sorte.



"O meu coração não reconhece a luz do dia"

29.12.09

Descanse em Paz, The Rev.

Infelizmente, o rock acaba de perder mais um de seus filhos.
Ontem, The Rev, baterista do Avenged Sevenfold foi encontrado morto na sua casa em Huntington Beach, Califórnia.
Garanto que foi um imenso golpe pra nós, fãs dos A7X, perder um de seus mais influentes membros. O cara que escreveu Afterlife e A Little Piece of Heaven partiu e vai deixar saudades. Um gênio, um dos melhores bateristas do mundo, o baterista de uma das bandas que eu mais gostei em toda a minha vida.
Mas a vida é assim, uns vão, outros vem, não tem jeito de escapar. Descanse em Paz, Jimmy.

James Owen Sullivan. 18/02/1981 - 28/12/2009

16.12.09

Going Inside.

Mais uma vez, ele se foi.
John Frusciante novamente saiu do Red Hot Chili Peppers.
Apesar de eu nunca ter sido super fã dele, o cara é super importante pra virada da sonoridade da banda.
John entrou pra banda do Mother's Milk, que pra mim, é o primeiro disco bem gravado e com uma sonoridade mais solida, que se confirmaria no álbum seguinte que fez a banda conhecida mundialmente.
Membro mais novo da banda, John entrou em reclusão depois do êxito musical.Durante sua saída, teve experiências com drogas e produziu suas primeiras canções solo.O RHCP continuou com Dave Navarro como guitarrista no One Hot Minute, album que tenho muito carinho.
John volta no Californication, que pra mim é o maior exito da banda, já que é o mais conhecido.Desde então, a banda gravou By the Way e o Stadium Arcadium (duplo).
John sai em um momento em que a banda figura entre as bandas eternas do rock.Talvez, o que ele esteja procurando seja menos glamour rockstar e continuar seu trabalho solo, alternativo e intimista, que apesar de conhecer pouco, gosto muito.
Boa sorte, John