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29.5.08

Fui ao inferno e voltei.

Hoje, quinta-feira, fui ao assistir à peça: O Auto da Barca do Inferno. 1º porque amo Teatro, 2º porque pretendo fazê-la na escola, e quanto mais se vê, lê ou pesquisa, mais referência se tem e 3º porque o preço era popular. Fila pra pegar o ingresso, e fila pra pegar um bom lugar na platéia, eu e Larissa desistimos de ficar na fila do bom lugar e fomos ver uma banda meio punk que estava tocando por lá: Tenente Clown, bandinha legal de São Paulo, um vocalista engraçadinho e músicas com refrões repetitivos, foi bacaninha. Voltamos pra fila, já bem maior que dá última vez, e lá ficamos. Na sala do espetáculo pegamos péssimos lugares e nem dava pra ver nada, então, muito folgadas, fomos sentar no chão lá na frente. A peça é muito legal, são poucos atores que se revezam em muitos personagens, sem falar nas piadinhas sobre a atualidade. E simplismente o figurino do Diabo era muito incrível, nem dá pra descrever muito, olhando a foto dá pra ter uma ideia, os pés dele eram patas, imagina como é colocar aquilo, e ele ficava muito alto.
Agora a melhor parte: Eles sempre ficam fazendo brincadeirinhas com a platéia de um lado enquanto outros personagens estão falando do outro, o Diabo por sua vez, ficava nos cantando, mostrando sua linguinha básica, e fazendo gestos de "depois, hein". Nós levamos na brincadeira e tal, aí no final ele vai e nos chama pra ir pro inferno com ele. Levantamos e entramos na barca, e ficamos vendo a peça e participando do cenário. Sim, eu fui pro inferno, e depois a gente ainda foi lá na frente de mãos dadas com o Diabo agradecer como se fossemos do grupo.


Pra quem quiser ver a peça, ainda está em cartaz no Centro Cultural São Paulo - Espaço Cênico Ademar Guerra, até o dia 18 de julho.
Quinta e sexta, às 21h
Nós pagamos nos ingressos apenas R$2,00 porque as vezes eles fazem essas promoções, mas para os demais dias são R$15,00 - estudante paga meia entrada - (a bilheteria abre com duas horas de antecedência - 200 lugares).

28.5.08

O Beijo No Asfalto.


Este ano o Teatro Vocacional tem como tema: Dramaturgias. Dramaturgia é contar algo em ações. Mas como estamos falando sobre Dramaturgias (sim, no plural) trata-se de várias formas de dramaturgia, já experimentamos de dança, palavras, música, imagens, montagens, etc. para tentar contar algo e criar dramaturgias. Uma das coisas que fizemos foi a leitura de uma peça de Nelson Rodrigues, dramaturgo conhecido no Brasil, tendo muitas obras adaptadas para novelas e lembrado por tocar em assuntos delicados para a época.

Lemos a obra: O Beijo No Asfalto, de 1960. Onde tudo gira em torno de um embaraçoso ato de misericórdia (um beijo na boca dado a um homem por outro homem na hora de sua morte) e suas repercussões na sociedade. Um repórter sensacionalista e um delegado corrupto fazem do ato um escândalo social, abalando a reputação do homem (Arandir), que atendeu o pedido do moribundo, e de sua família, levando a uma exarcebação dos sentimentos que conduz a um trágico e surpreendente desfecho.


Particularmente, não concordo com muitos posicionamentos moralistas que Nelson explícita em suas obras, mas nesta obra tem pontos muito bons, como, mostrar uma imprensa sensacionalista como ela é, os surpreendentes acontecimentos, o desfecho inimaginável e também por falar sobre sexualidade num tempo onde era, com certeza, muito delicado tocar no assunto.


(Pra quem não conhece este site: é só esperar uns segungos que aparecerá "Download File" no centro da página, abra ou salva o arquivo e pronto)

27.5.08

O Pássaro do Poente

Eu faço Teatro Vocacional há, mais ou menos, 2 anos da Casa de Cultura da Penha, no período da tarde. Desde sempre conheço o grupo que faz à noite, mais maduros e dedicados: Atormentados. Que continuam se apresentando com a peça O Pássaro do Poente.
O Pássaro do Poente é uma lenda japonesa que conta a história de um homem pobre que recebe a visita de uma estranha, que quer ser sua mulher. Um belo pano por ela tecido, vendido na cidade, torna o homem rico o suficiente para viver feliz. Aos poucos, ele aprende a amar aquela estranha criatura e, encantado com a possibilidade de ser mais rico e poderoso, pede que ela faça um novo tecido. Ela cumpre o seu desejo, mas as consequências desta decisão mudam os rumos da história.
Eu que já vi muitas vezes, recomendo. O figurino e a maquiagem são feitos por eles mesmos e muito bem feitos, mais do que ensaiados. E já tiveram a oportunidade de se apresentar na Virada Cultura 2008.


Espetáculo: O Pássaro do Poente
Grupo: Atormentados.
Local: Largo do Rosário, 20 - Teatro Martins Pena - Penha.
Data: 28-05-08- Quarta-feira.
Horário: 19:00hs.
Entrada franca

26.5.08

Não há erros. Esta é a lei.

Bem,
Eu sou o vulto intitulado Yuri Jones, ou só Jones, pouco importa.
eu vou ajudar a tocar essa joça, falando sobre cultura pop. aliás, ajudar nada, pois eu que mando nessa parada mermão.

Pra começar vou falar sobre uma peça baseada no livro que ando lendo, "O Processo", de Franz Kafka.
O livro foi escrito em 1914, mas sua história não se desgastou. Eu havia lido recentemente "A Metamorfose", Também do Kafka, achei bom e talz, daí me interessei por este outro titulo.
Na história, Josef K. é um funcionário de banco que acorda e vê sua rotina alterada. Na manhã de seu aniversário de trinta anos, o senhor K. acaba tendo uma puta surpresa:Dois guardas o esperam do lado de fora de seu quarto. Josef K. está processado e detido.Daí em diante Josef se vê no meio de um processo judicial no qual nem sabe o motivo.Além da parte óbvia, devo lembrar que Kafka sempre embute na história vários simbolismos.


Quem vive Josef K. é Tuca Andrada. Outros nove atores se revezam vivendo outros cinquenta personagens. A peça tá em cartaz no Rio até 27 de julho, no TEATRO MAISON DE FRANCE. Avenida Presidente Antonio Carlos 58, Centro (2544-2533). Qui a sáb, às 21h. Dom, às 19h. R$ 40 (qui e sex) e R$ 50 (sáb e dom). 14 anos. 120 min. http://teatromaisondefrance.com.br/

Quem puder prestigiar o teatro, ou se interessar pelo livro...bem, fica a dica.